Banda de Pau e Corda cumpre missão de cantar a vivência nordestina.

  • Banda de Pau e Corda cumpre missão de cantar a vivência nordestina.

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    A capa criada por Elifas Andreato para Missão do cantador – primeiro álbum de músicas inéditas da Banda de Pau e Corda desde Cristalina (1992), disco editado já há longos 29 anos – é um dos signos que reconectam o grupo pernambucano às origens.

    Elifas, cabe lembrar, assinou a antológica capa de Arruar (1978), quarto dos sete álbuns gravados pela banda na década áurea que foi de 1973 – ano do primeiro disco, Vivência – a 1982, ano do LP Coisa da gente.

    A reaproximação com José Milton – produtor musical desses sete primeiros álbuns e também do atual Missão do cantador – é outro símbolo da evocação de trajetória ligada à revitalização da música nordestina ao longo da década de 1970.

    Formada em dezembro de 1972, no rastro da criação em 1970 do Quinteto Violado, a Banda de Pau e Corda tenta se renovar com Missão do cantador – álbum que chega ao mercado fonográfico na sexta-feira, 23 de abril, em edição da gravadora Biscoito Fino – sem se descolar das origens.

    Por mais que oscile eventualmente a qualidade do repertório inédito e autoral, como sinaliza a balada Sinais (Sérgio Andrade), o álbum cumpre a missão de reapresentar a banda como cantadora contemporânea das tradições e da sintaxe da parcela da música nordestina que se conservou imune ao vírus do pop industrializado em vigor no mercado de forró.